Marés que não recuam, 2025

Serigrafia estêncil sobre algodão cru (Políptico de 10 serigrafias)

2023

Segundo conhecimentos ancestrais, o ciclo menstrual feminino estaria alinhado aos ciclos da natureza, como os ciclos lunares e das marés. O trabalho Marés que Não Recuam parte desse entendimento para refletir sobre o descompasso entre o corpo feminino e os ritmos naturais. Enquanto o ciclo das marés permanece constante, o ciclo da mulher surge desregulado, evidenciando um distanciamento entre mulher e natureza. Ao longo do trabalho, a tinta escurece gradualmente conforme os dias passam e o ciclo se desregula, tornando visível esse processo de alteração, acúmulo e afastamento dos fluxos naturais.

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